Bombas matam 14 na Libéria

Explosões neste domingo em Monróvia, enquanto rebeldes e tropas do governo combatiam em pontos-chave da cidade, deixaram pelo menos mais 14 mortos. O embaixador dos EUA na Libéria pediu aos insurgentes que abandonem a capital liberiana após oito dias de cerco. O governo admitiu hoje que os rebeldes controlaram uma ponte que liga a ilha onde está o porto de Monróvia. Os rebeldes também foram vistos no bairro de New Georgia, que até então era controlado por tropas do governo. A ocupação dos arredores da Stockton Bridge pode dar aos insurgentes condições para apertar ainda mais o cerco ao centro da cidade, último bastião do presidente Charles Taylor, cujas tropas foram obrigadas a recuar. Enquanto cresce a pressão pela chegada ao país de uma força de paz apoiada pelos EUA, o subsecretário de Defesa norte-americano, Paul Wolfowitz, disse hoje que deseja que os vizinhos da Libéria e as Nações Unidas assumam a intervenção no país do oeste africano. "Não nos abstemos de ajudar", disse. "Mas é muito importante, para atender com eficiência a um grande número de lugares instáveis no mundo, que os países da região - no caso a Nigéria, Gana, Senegal, que têm capacidade e expressaram a vontade de realizar a tarefa - e a ONU tomem a dianteira para tratar dos problemas políticos complexos da Libéria". Segundo ele, as forças dos EUA entrarão "quando houver um cessar-fogo e Charles Taylor tenha saído".

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