Bombas matam pelo menos 24 e ferem 66 no Paquistão

Um dos explosivos estava em um ônibus que transportava empregados das forças de segurança

Associated Press e Efe,

04 de setembro de 2007 | 01h57

A explosão de duas bombas matou ao menos 24 pessoas e feriu 66 no Paquistão nesta terça-feira, 4. A primeira explosão aconteceu quando um ônibus com funcionários do governo passava por Rawalpindi, localidade próxima a Islamabad. A outra aconteceu num mercado na mesma cidade.   Um porta-voz militar confirmou que a primeira explosão destruiu totalmente o veículo enquanto ele passava por uma área de segurança máxima em Rawalpindi. Segundo o ministro do Interior, Aftab Ahmed Khan Sherpao, 17 pessoas morreram no atentado.   Durante o transporte das vítimas do primeiro incidente, a segunda bomba, colocada em uma motocicleta, explodiu num mercado. Pelo menos sete pessoas morreram e 10 foram feridas, acrescentou Sherpao. Ele não descartou que o número de mortos possa aumentar, já que 11 dos feridos estão em situação crítica.   Segundo testemunhas citadas pela agência de notícias AFP, a explosão que destruiu o ônibus foi ouvida em toda a cidade.   "Houve um grande estrondo. Corpos destroçados ficaram jogados pela rua e havia sangue por todos os lados", disse uma das testemunhas, Mohammad Tahir, à AFP.   Imagens de TV mostraram equipes de resgate no local, tentando abrir caminho em meio aos destroços em busca de sobreviventes. Nenhum grupo assumiu a autoria dos atentados até o início da manhã desta terça-feira.   O porta-voz do Exército paquistanês, Shaukat Sultan, confirmou que a primeira bomba estava dentro de um ônibus que transportava empregados das forças de segurança.    Os ataques foram duramente condenados pelo presidente paquistanês, Pervez Musharraf. Ele ordenou que as forças de segurança abram uma investigação imediata sobre os atentados "para levar à Justiça os responsáveis por este crime atroz".  Os ataques no Paquistão têm aumentado desde que o Exército lançou uma operação contra os radicais islâmicos da Mesquita Vermelha de Islamabad, em julho.

Tudo o que sabemos sobre:
PaquistãoatentadosRawalpindi

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.