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Série de 8 atentados mata 4 na Tailândia

Ataques não foram reivindicados por nenhum grupo extremista e podem ter ligação com recrudescimento do regime militar no país

O Estado de S. Paulo

11 Agosto 2016 | 15h30

BANGCOC - Uma sequência de oito atentados deixou pelo menos quatro mortosnesta sexta-feira, 12, em locais turísticos da Tailândia. Os ataques, que não foram reivindicados por nenhum grupo terrorista, “buscam semear o caos”, segundo o chefe da junta militar tailandesa, o general Prayut Chan-O-Cha.

Os atentados mais violentos ocorreram na quinta-feira, 11, no popular balneário de Hua Hin, ao sul de Bangcoc, onde quatro explosões mataram duas pessoas e feriram dezenas. As explosões mais graves foram na noite de ontem, quando um duplo atentado matou uma mulher e feriu outras 19 pessoas, incluindo turistas estrangeiros. As duas explosões ocorreram com trinta minutos de intervalo, perto de bares na zona de vida noturna da cidade.

“A primeira bomba explodiu diante de um pub situado na zona turística de Hua Hin, a duas horas de Bangcoc”, informaram autoridades locais. “A segunda explodiu 30 minutos depois, a cerca de 50 metros, em uma zona perto da praia, onde estão vários bares e restaurantes frequentados por turistas.”

Horas depois, na manhã de sexta-feira (noite de quinta-feira no Brasil), outro duplo atentado matou mais uma pessoa em Hua Hin, segundo as autoridades. Em seguida, um quinto atentado provocou mais uma vítima em Surat Thani, 400 quilômetros ao sul de Hua Hin, na zona de acesso às ilhas turísticas do sul da Tailândia.

Em Trang, também no sul do país, uma bomba em um mercado matou um tailandês. No balneário de Phuket, outras duas explosões deixaram ao menos um ferido, de acordo com as autoridades locais.

Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque, mas especialistas indicam que ele pode ter sido uma tentativa de afetar a junta militar que governa o país desde o golpe de 2014. No domingo, a junta militar obteve a aprovação, em plebiscito, de sua proposta de Constituição que consolida sua influência na vida política do país. / AP, AFP e EFE

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