Matthew Abbott / The New York Times
Matthew Abbott / The New York Times

Bombeiro morre trabalhando contra incêndio na Austrália

Acidente eleva o número de mortes para, pelo menos, 27 pessoas, desde que incêndios começaram

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2020 | 01h42

SYDNEY - Um bombeiro de 60 anos morreu lutando contra incêndios no sudeste da Austrália, segundo anunciou um comando do órgão, elevando o número de pessoas mortas nos incêndios que atingem o país para, pelo menos, 27.

O bombeiro estava "envolvido em um incidente enquanto trabalhava contra um incêndio em torno de Omeo, que causou sua morte", disse Chris Hardman, chefe de bombeiros florestais no estado de Victoria. Acredita-se que ele tenha recebido o impacto de uma árvore.

Portanto, o número de vítimas aumentou, apesar das temperaturas terem diminuído, permitindo que bombeiros executem corta-fogos e fortaleçam as linhas de contenção das chamas.

O primeiro ministro, Scott Morrison, declarou na televisão ABC que é "necessário" lançar uma comissão sobre investigação de incêndio. Ele está sendo criticado pelo gerenciamento da crises.

Morrison reconheceu a exasperação da população pelos incêndios que destruíram uma área do tamanho da Coréia do Sul ou Portugal e cercam Sydney com fumaça.

"Nos próximos anos, continuaremos a desenvolver nossa política nessa área para reduzir ainda mais as emissões (de gases de efeito estufa) e o faremos sem taxas de carbono, sem aumentar os preços da eletricidade e sem fechar as indústrias tradicionais de carvão", declarou.

Ligados a uma seca severa, esses incêndios são agravados pelo aquecimento global. Os cientistas previram há muito tempo que a recorrência desses eventos climáticos extremos piorará.

2019 foi o ano mais quente e seco da Austrália, segundo dados disponíveis. Em 18 de dezembro, o país teve o dia mais quente, com média máxima nacional de 41,9 ° C. /AFP

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