Bombeiros apagam incêndio de 180 anos em mina chinesa

Fogo começou quando o país ainda era um império sob o comando da dinastia Qing

EFE

29 de setembro de 2007 | 06h41

Um incêndio que começou há 180 anos numa mina do noroeste da China foi apagado este mês por uma equipe especial de bombeiros, que estava trabalhando na extinção das chamas desde 1997, informou neste sábado a imprensa estatal. O fogo, aparentemente, foi provocado no século XIX por mineradores que tinham discutido com seu capataz, na mina Rujigou, na região autônoma de Ningxia. Os habitantes tentaram apagar as chamas várias vezes, mas as primeiras tentativas sérias só começaram há 10 anos. O incêndio devorou em quase dois séculos 30 milhões de toneladas de carvão, cerca de 10% da reserva total da jazida. A população da região vivia em perigo, com fendas fumegantes se abrindo no solo freqüentemente e um alto risco de deslizamentos de terra. "Uma vez vi uma cabra cair numa dessas fendas e ser completamente consumida pelo fogo em minutos", relatou à agência estatal "Xinhua" Wang Jihai, capitão do esquadrão de 120 bombeiros que durante uma década trabalhou na extinção do fogo. Devido à alta toxicidade da fumaça, cada bombeiro só podia trabalhar no máximo 10 minutos seguidos, o que retardou as tarefas. Os incêndios de longa duração em minas, muito difíceis de apagar devido às dificuldades de acesso, são freqüentes em países como China e Índia.  A falta de controle de muitos poços pequenos, que são abandonados com grandes quantidades de pó de carvão, altamente combustível, é a principal razão. O incêndio de Rujigou era considerado um dos mais antigos da China, junto com o de outra mina próxima, Baijigou. Os dois começaram quando o país ainda era um império sob o comando da dinastia Qing. As autoridades dedicaram esforços especiais para apagar o incêndio de Rujigou porque o seu carvão é de um variedade de altíssima qualidade, chamada de "heibao" ("gema negra").

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