AFP PHOTO / Mike Theiler
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Bono diz que ajuda humanitária a países pobres combate o extremismo

Líder da banda U2 pediu, diante de um comitê do Senado americano, que políticos tomem ações para reduzir o extremismo violento e aliviar a crise dos refugiados

O Estado de S. Paulo

13 Abril 2016 | 11h13

WASHINGTON - O líder da banda U2, Bono Vox, afirmou na terça-feira em discurso perante um comitê do Senado dos EUA que a ajuda humanitária "devidamente estruturada" aos países pobres é o melhor bastião possível contra o extremismo.

Muito envolvido em causas sociais e de desenvolvimento em países subdesenvolvidos, Bono compareceu como testemunha perante o Senado para tratar sobre o extremismo violento e a crise global de refugiados, e pediu aos senadores americanos que tomem ações para reduzir o primeiro e aliviar a segunda.

"Quando a ajuda está devidamente estruturada, prestando atenção especial na luta contra a pobreza e na melhora do governo, pode se transformar no melhor bastião contra o extremismo de nossos tempos", comentou o cantor irlandês.

Bono alertou também para o "hipernacionalismo" que, segundo ele, está se apossando de países europeus como Polônia e Hungria e que representa uma "ameaça existencial" para a Europa.

Além disso, qualificou de "impensável" que a Grã-Bretanha esteja cogitando sua saída da União Europeia, algo sobre o qual os EUA "deveriam estar muito apreensivos".

O cantor ainda afirmou que os países africanos estão enfrentando um fenômeno de três extremos: a ideologia, a pobreza e o clima. "Estes três extremos criam um inimigo o qual nossa política externa deve enfrentar. É ainda maior do que se pensa e, se não se atuar agora, custará muito mais no futuro", concluiu Bono. /EFE

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