Nicholas Kamm / AFP
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Boris Johnson afirma que chances de Brexit com acordo crescem e propõe relação próxima com UE

Primeiro-ministro britânico afirmou que negociação depende da União Europeia; Johnson e Donald Tusk prometem relação amigável após Brexit

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2019 | 09h39

Boris Johnson afirmou neste domingo, após café da manhã do G-7 em Biarritz, na França, que a possibilidade de um Brexit sem acordo passou "de um milhão para um". Ele disse que estava "otimista" e achou que a União Europeia entenderia que há uma "oportunidade de fazer um acordo". 

O primeiro-ministro britânico, porém, disse repetidamente que o Reino Unido deixará o bloco em 31 de outubro e afirmou que "tudo depende de nossos amigos e parceiros da União Europeia". Quando pressionado sobre as reais chances de diálogo, ressaltou: "Eu acho que vai ser tocar e ir embora. Mas o importante é se preparar para sair sem um acordo." 

 

 

Outra questão é como ficará a fronteira entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda, em caso de Brexit. Há risco de remédios e comida ficarem retidos na fronteira por até três meses. Questionado se ainda haveria abastecimento em caso de Brexit litigioso, o primeiro-ministro disse: "Essa é certamente uma garantia que podemos fazer". Em seguida, acrescentou: "Eu não quero neste estágio dizer que não haverá dificuldades imprevistas".

No entanto, falando na cúpula do G7 no domingo, ele disse: "Eu acho que nos últimos dias tem havido uma percepção em Bruxelas e outras capitais européias qual é a forma do problema para o Reino Unido".

 

Dialógo pós-Brexit

Boris Johnson e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, tiveram um diálogo amigável na manhã deste domingo, 25, sobre o futuro da relação entre Reino Unido e União Europeia após o Brexit. No sábado, Tusk afirmou que Johnson não estava aberto para negociar. O primeiro-ministro britânico afirmou o mesmo sobre Tusk.

Johnson disse que ele e Tusk concordaram em grande parte nas principais questões do planeta e que Tusk concordou que a Grã-Bretanha e a Europa permaneceriam próximas, independentemente do que acontecesse no dia 31 de outubro. / BBC, Reuters e AP

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