Andrew Matthews / POOL / AFP
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Boris Johnson celebrou aniversário com amigos em meio a confinamento, diz TV

Primeiro-ministro britânico participou de festa organizada por sua mulher na tarde de 19 de junho de 2020

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2022 | 18h31
Atualizado 24 de janeiro de 2022 | 18h31

LONDRES - O primeiro-ministro britânicoBoris Johnson, comemorou seu aniversário com vários amigos em pleno confinamento, apesar da norma que vigorava na época, reportou nesta segunda-feira, 24, a emissora ITV News

Segundo a ITV, Johnson participou de uma festa de aniversário organizada por sua mulher na tarde de 19 de junho de 2020, durante o primeiro confinamento, apesar deste tipo de reunião estar proibida na época. 

Compareceram à festa até 30 pessoas, inclusive a arquiteta de interiores Lulu Lytle, que executou a custosa reforma do apartamento de Johnson em Downing Street, cujo financiamento causou controvérsia. 

Segundo uma porta-voz de Downing Street, Johnson teria permanecido "menos de dez minutos" nesta reunião. 

A emissora de TV reportou que vários amigos da família Johnson teriam participado de outro evento organizado na noite de 19 de junho, o que o gabinete do premier desmentiu. 

"Isso é completamente falso. Seguindo as regras daquela ocasião, o primeiro-ministro recebeu um pequeno número de familiares, em área externa, naquela noite", informou a Downing Street. 

O dirigente, de 57 anos, está na alça de mira após a revelação de uma série de festas comemoradas em Downing Street durante o confinamento, e atualmente atravessa sua pior crise de popularidade desde que chegou ao poder, no verão de 2019. 

Diante do escândalo suscitado pelas revelações, o premier afirmou que já foi aberta uma investigação a respeito, chefiada pela alta funcionária Sue Grey, e que será preciso aguardar as conclusões da apuração, que não deve demorar. 

Dominic Cummings, ex-conselheiro de Johnson, se negou a ser interrogado sobre a investigação. Ele optou por dar seu testemunho por escrito. 

Cummings, que não costuma economizar em ataques contra seu ex-chefe desde que deixou o cargo, no fim de 2020 - em um contexto de embates dentro do partido conservador -, advertiu que poderiam vir à tona "outras histórias prejudiciais" se  Johnson não apresentar sua demissão. / AFP

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