Jeremy Selwyn/Pool Photo via AP
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Boris Johnson confirma primeira morte por Ômicron no Reino Unido

Primeiro-ministro afirmou nesta segunda-feira, 19, que pelo menos uma pessoa morreu após contrair a nova cepa do coronavírus no país e alertou contra a ideia de que a variante é menos mortal que as anteriores

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2021 | 09h14
Atualizado 13 de dezembro de 2021 | 12h02

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, confirmou nesta segunda-feira, 13, que o Reino Unido registrou sua primeira morte provocada pela variante Ômicron. A revelação foi feita pelo premiê a repórteres durante uma visita a um centro de vacinação contra a covid-19 em Londres.

"Infelizmente, temos a confirmação de que pelo menos um paciente morreu com a Ômicron", disse Johnson, sem dar detalhes sobre a identidade, estado de vacinação ou problemas de saúde prévios do paciente que faleceu. Mortes pela variante Ômicron podem ter ocorrido em outros países, mas, até o momento, não houve nenhuma confirmação pública além deste caso no Reino Unido.

Na mesma declaração, o premiê também chamou a atenção para a potencial gravidade da nova cepa, opondo-se a ideia de que se trata de uma variação menos preocupante. "Acho que a ideia de que esta é, de alguma forma, uma versão mais branda do vírus, é algo que precisamos deixar de lado - e apenas reconhecer o ritmo com que ela avança pela população".

A Ômicron tem se espalhado de forma preocupante pelo Reino Unido. De acordo com Boris Johnson, cerca de 40% dos casos de covid-19 registrados em Londres atualmente são provocados pela nova cepa. Enquanto isso, o secretário de Saúde britânico, Sajid Javid, alertou nesta segunda que as infecções por Ômicron tem dobrado a cada dois ou três dias.

Enquanto Johnson anunciava a primeira morte pela variante, longas filas se formavam fora de centros de vacinação, em meio a busca dos britânicos para obter a terceira dose da vacinação, um dia após o governo anunciar que aceleraria a campanha de imunização no país. Pessoas que tentaram marcar consultas através do site do NHS, o serviço público de saúde do Reino Unido, foram orientadas a tentar novamente depois.

Na noite do domingo, o governo anunciou que faria um esforço para tentar dar doses de reforço para todos com 18 anos ou mais até o réveillon, antecipando o prazo de um mês. As doses adicionais para maiores de 18 anos começaram a ser oferecidas nesta segunda na Inglaterra, desde que o vacinado tivesse tomado a segunda dose há três meses no mínimo.

Apesar do início da campanha, para atingir a meta de completar a vacinação até o fim do ano, seria preciso aplicar cerca de um milhão de vacinas por dia, o dobro do ritmo atual.

Além da vacinação, novas restrições também entram em vigor nesta semana, incluindo o uso de máscaras na maioria dos locais fechados, apresentar de prova de vacinação ou teste negativo de covid para entrada em locais com aglomeraão e um apelo para que as pessoas que podem trabalhem de casa. O governo também disse que o teste diário substituiria o isolamento para aqueles que entrarem em contato com alguém com resultado positivo.

"Acho que todos deveriam reconhecer algumas coisas: que a Ômicron representa um risco muito sério para a saúde pública, e que se espalha muito rapidamente, e acho que não há espaço para complacência", disse Johnson./ AFP, REUTERS, EFE e W.POST

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