Darren Staples / Reuters
Darren Staples / Reuters

Boris Johnson é convocado à Justiça por alegação de ter mentido sobre Brexit

Possível sucessor de Theresa May é acusado pelo empresário Marcus Ball de mentir sobre o custo para o Reino Unido de integrar a União Europeia antes do plebiscito de 2016

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2019 | 07h31

LONDRES - Um tribunal do Reino Unido ordenou que o ex-chanceler Boris Johnsoncandidato favorito para substituir Theresa May no cargo de primeiro-ministro, compareça à Justiça por acusações de que ele teria mentido deliberadamente à população durante a campanha do plebiscito de 2016 sobre o Brexit.

Os advogados do empresário Marcus Ball acusam Johnson, fervoroso defensor da saída do Reino Unido da União Europeia, de ter mentido, quando era prefeito de Londres, ao afirmar que o país pagava 350 milhões de libras (US$ 440 milhões) por semana a Bruxelas.

Johnson, cuja intervenção na campanha do plebiscito foi considerada decisiva para a vitória do Brexit, deverá comparecer ao tribunal para responder a acusações de "má conduta em cargo público" durante uma audiência preliminar que determinará se o caso deve ir a julgamento, decidiu a juíza Margot Coleman. A data da audiência ainda não foi anunciada.

"O Reino Unido nunca enviou ou deu 350 milhões de libras por semana", afirmou um dos advogados de Ball, Lewis Power, ao defender o caso na semana passada na Corte de Magistrados de Westminster.

Johnson "sabia que o valor era falso e, no entanto, optou por repeti-lo, várias vezes", disse Power. "A democracia exige uma liderança responsável e honesta por parte das pessoas que ocupam funções públicas." 

O político nega a acusação. O advogado de Johnson, Adrian Darbishire, afirmou que a acusação é inapropriada e uma manobra "política". / Reuters e AFP

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