Henry Nicholls/REUTERS
Henry Nicholls/REUTERS

Boris Johnson é pressionado a explicar incidente conjugal em debate eleitoral

Candidato a premiê do Reino Unido, antes com amplo favoritismo, teve a popularidade abalada após denúncia de suposta briga com a namorada; vizinhos ouviram gritos e portas batendo

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2019 | 21h14

LONDRES - O ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, esteve sob pressão neste domingo, 23, para explicar uma briga conjugal que abalou a corrida para suceder a primeira-ministra britânica, Theresa May, na qual ele era o grande favorito.

Segundo uma pesquisa do semanário Mail on Sunday, o caso teria influenciado sua popularidade entre o eleitorado britânico, embora o ex-prefeito de Londres pareça manter intacto o apoio dos militantes conservadores na batalha que o opõe ao chanceler Jeremy Hunt

Os 160 mil membros do Partido Conservador irão designar até o fim de julho seu líder, que se tornará, automaticamente, primeiro-ministro, após a saída de May.

Johnson se negou a responder perguntas sobre o caso durante o primeiro debate de um giro nacional, em Birmingham, com Hunt, diante de militantes conservadores que o aplaudiram de pé.

"Não acho que as pessoas queiram ouvir este tipo de coisa", disse a um jornalista durante o evento. Em vez disso, tentou se concentrar em suas políticas, dizendo "Precisamos que o Brexit seja feito" e prometendo que prepararia o país se tiver que deixar a União Europeia (UE) sem um acordo.

A polícia de Londres foi na última sexta-feira até a residência de Johnson, depois de receber um telefonema alertando para uma acalorada briga conjugal.

De acordo com o The Guardian, um vizinho telefonou para a polícia na madrugada de sexta-feira e disse ter ouvido gritos e portas batendo na residência de Johnson e sua companheira, Carrie Symonds, no sul de Londres. Segundo o jornal, Carrie gritava "Deixe-me!" e "Saia do meu apartamento!".

O vizinho, que disse ter gravado a discussão de dentro de sua residência, contou ao The Guardian que bateu três vezes na porta de Boris Johnson e Carrie Symonds, mas que ninguém respondeu. Assegurou ainda ter ouvido "dois gritos muito altos" e "uma forte batida de porta", que fez o imóvel tremer.

Antes deste incidente conjugal, o carismático Johnson estava com uma grande vantagem na corrida para suceder May, após obter mais da metade dos votos conservadores na votação da última quinta-feira.

Hunt também teve uma recepção calorosa. Prometeu que, caso não haja um acordo sobre o Brexit, "irei sem acordo". Karen Shakespeare, conselheira municipal, disse estar "impressionada com a franqueza e honestidade" do ministro das Relações Exteriores.

"Sou um outsider, mas, na política, acontecem surpresas", assinalou Hunt. / AFP            

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