Jon Super/POOL/AFP
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Boris Johnson pede desculpas por não ter cumprido prazo do Brexit

Premiê do Reino Unido teve que solicitar uma nova data, para 31 de janeiro; ele e opositores disputam maioria do parlamento nas eleições do mês que vem

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2019 | 21h28

LONDRES - O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, pediu desculpas neste domingo, 3, por não ter realizado o Brexit em 31 de outubro, como prometido que faria. A afirmação foi feita na véspera do início da campanha para as eleições legislativas de 12 de dezembro, nas quais Johnson espera conquistar a maioria no Parlamento para uma segunda tentativa de aprovação do Brexit.

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O líder conservador expressou seu “profundo pesar” diante das câmeras da rede Sky News. Questionado se pedia desculpas por ter perdido o prazo de outubro, Johnson foi sincero. “Sim, com certeza.” O primeiro-ministro foi forçado a pedir aos europeus uma nova data, até 31 de janeiro, já que o acordo de divórcio que ele negociou não foi aprovado pelo Parlamento. 

Também neste domingo, um dos principais opositores de Johnson, o líder do Partido do Brexit, o nacionalista Nigel Farage, descartou concorrer às eleições para o Parlamento. Em entrevista à BBC, ele afirmou que poderia “servir melhor à causa do Brexit” ao apoiar os 600 candidatos de seu partido. 

Oposição

O Partido do Brexit, criado no início do ano, pode atrapalhar o caminho de Johnson, já que disputa o voto dos mesmos eleitores conservadores e insatisfeitos com a União Europeia. Farage havia pedido que Johnson abandonasse seu acordo e se juntasse a ele em uma aliança em favor de um Brexit radical e sem acordo com a UE – o que foi rejeitado pelo primeiro-ministro. 

A principal legenda da oposição, o Partido Trabalhista, pretende renegociar um acordo de saída da UE e submetê-lo ao voto popular, uma proposta que Johnson chamou de “louca”. Na semana passada, os trabalhistas deram um salto nas pesquisas, passando a ter 27% das intenções de voto, de acordo com sondagem do instituto YouGov feita para o jornal The Sunday Times. Apesar disso, ainda segue muito atrás do Partido Conservador, que lidera com 39% das intenções de voto. / AFP e AP

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