REUTERS/John Sibley
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Boris Johnson prepara plano de retomada progressivo após quarentena

Governo britânico vai rever medidas de confinamento adotadas no país nesta quinta-feira, 7

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2020 | 13h00

LONDRES -  O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, está preparando um plano progressivo de saída da quarentena. De acordo com a imprensa britânica, o projeto que apresentará novas recomendações de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus deve ser anunciado ainda nesta semana.

Com 28.446 mortes pela covid-19, o Reino Unido é o segundo país com mais mortos da Europa, atrás apenas da Itália. Os britânicos só entraram em quarentena no dia 23 de março, quando Johnson decretou a medida frente ao crescente número de casos. O decreto foi prorrogado até 7 de maio, quinta-feira, quando deve ser reavaliado.

Segundo a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, - cujo governo autônomo matem a coordenação com Londres -   é muito provável que, na quinta, Johnson recomende a continuação do confinamento por mais tempo. "O número de pessoas sendo infectadas e a taxa de reprodução do vírus ainda são muito altas para qualquer mudança significativa", disse a primeira-ministra.

Uma porta-voz de Downing Street, sede do governo britânico, explicou que o primeiro-ministro está obrigado a fazer uma revisão das recomendações atuais na quinta-feira, no entanto, não há uma data fixada para o anúncio de novas medidas.

Johnson, que esteve internado por três dias em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) devido à covid-19, prometeu que apresentaria uma plano para o progressivo desconfinamento da população e reativação da economia ainda nesta semana. Mas isso não significa que as medidas vão entrar em vigor imediatamente.

Em um vídeo postado pela conta de Twitter de Downing Street nesta segunda, 4, o primeiro-ministro reiterou que só se iniciaria o desconfinamento. "Só poderemos passar para a segunda fase deste conflito quando estejamos convencidos de que qualquer modificação nas medidas atuais não representa um risco de provocar um segundo pico de infecções", disse.

Além do risco de gerar uma segunda onda de infecções, Johnson listou outros quatro aspectos que devem ser avaliados antes de uma volta completa à normalidade: O NHS (serviço de saúde pública do RU) deve ter capacidade o suficiente para prover assistência médica em todo o país; Deve haver uma redução consistente e prolongada no número de mortes diárias por coronavirus; Deve haver dados confiáveis que mostrem que a taxa de contágio está caindo para níveis controláveis; as ofertas de testes e equipamentos de proteção individual devem ser capazes de atender às demandas atual e futura.

De acordo com a BBC e o Financial Times, o primeiro-ministro está considerando medidas como limitar o número de pessoas trabalhando presencialmente por empresa, fechar refeitórios e intensificar as normas de limpeza para a retomada da atividade econômica.

Já os trabalhadores que mantêm contato com o público deverão estar protegidos por telas de plástico e será recomendado que quem puder continue a trabalhar de casa. Também será proposto, segundo os meios-de-comunicação, a adoção de horários de trabalho escalonados, para que os metrôs e os trens não fiquem lotados em horário de pico./ AFP

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