Tolga Akmen/AFP
Tolga Akmen/AFP

Boris Johnson vai se lançar candidato para suceder May no Reino Unido

Chefe de governo conservadora adiantou em março que renunciará se o Parlamento aprovar o acordo do Brexit que ela fechou com Bruxelas

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2019 | 15h06

LONDRES - Boris Johnson, o rosto da campanha pela desfiliação britânica da União Europeia (UE), disse nesta quinta-feira, 16, que se candidatará a substituir a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, como líder do Partido Conservador quando ela deixar o cargo.

"Certamente, vou buscar isso", disse o político de 54 anos, que também foi prefeito de Londres, durante um encontro com empresários na cidade inglesa de Manchester, informou a emissora BBC.

A chefe de governo conservadora adiantou em março que renunciará se o Parlamento aprovar o acordo do Brexit que ela fechou com Bruxelas, mas não estabeleceu um roteiro caso o mesmo não seja aprovado.

Johnson liderou a campanha em favor da ruptura com a União Europeia antes do referendo de junho de 2016 e defendeu em diversas ocasiões que um Brexit sem acordo cumpriria com a vontade expressada pelos eleitores naquela consulta.

Mesmo assim, Johnson votou em março na Câmara dos Comuns a favor de ratificar o pacto que May selou com a UE, um texto que conta com a rejeição da ala mais eurocética dos conservadores e que ainda depende de aprovação.

Além de Johnson, anunciaram que pretendem concorrer em eventuais primárias do Partido Conservador a ex-ministra de Trabalho e Previdência Esther McVey, assim como o ministro de Desenvolvimento Internacional, Rory Stewart.

Outros ministros, como o de Interior, Sajid Javid; o de Meio Ambiente, Michael Gove; e o de Relações Exteriores, Jeremy Hunt, também aparecem na maioria das listas de possíveis candidatos dos meios de imprensa britânicos.

Diante da paralisia no processo para ratificar o acordo do Brexit, nos últimos dias aumentou a pressão no Partido Conservador para que a primeira-ministra estabeleça uma data concreta para sua renúncia.

Se a chefe de governo decidir renunciar como líder de seu partido, poderia continuar em Downing Street até que aconteça um processo de primárias, cujo ganhador também assumiria a liderança do Poder Executivo.

A primeira-ministra se reuniu nesta quinta-feira com o chamado Comitê 1922, que reúne os deputados conservadores sem cargo no governo e que controla os processos internos do partido.

Após a reunião, o presidente desse grupo, Graham Brady, anunciou que voltará a se reunir com May para "estabelecer um calendário para a escolha de um novo líder conservador", assim que a lei do Brexit tenha sido votada no Parlamento.

Está previsto que a primeira votação na Câmara dos Comuns sobre essa legislação, que prepara o caminho para a ratificação do acordo com Bruxelas, aconteça na semana do dia 3 de junho. / REUTERS e EFE

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.