Justin Tallis/AFP
Justin Tallis/AFP

Com vacinação em alta, os abraços estão liberados na Inglaterra

Boris Johnson anunciou relaxamento de medidas contra a covid-19 no país; ingleses poderão frequentar lugares fechados e cinemas serão reabertos

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2021 | 03h16
Atualizado 10 de maio de 2021 | 17h05

LONDRES - A Inglaterra irá afrouxar medidas restritivas de combate à covid-19, anunciou nesta segunda-feira, 10, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, acrescentando que familiares poderão se abraçar novamente a partir do dia 17 de maio. O país passará para a etapa 3 de seu plano gradual de desconfinamento, que prevê uma volta ao normal até agosto. O Reino Unido é o quinto país com maior número de mortes por coronavírus, mas dois terços dos adultos já receberam ao menos a primeira dose da vacina.

A reabertura vale apenas para a Inglaterra, com os governos semi-autônomos da Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales estabelecendo suas próprias regras.

Na etapa 3, ingleses poderão se encontrar em ambientes fechados pela primeira vez em meses, em grupos de até seis pessoas ou duas famílias inteiras juntas. Pubs, cafés e restaurantes poderão servir clientes em ambientes fechados, desde que sigam regras de distanciamento. Outros entretenimentos que acontecem a portas fechadas, como cinemas e quadras esportivas, também poderão reabrir.

Johnson atribuiu a melhora dos números da covid-19 no país à campanha de vacinação e às medidas de restrição social.  "Este desbloqueio representa um passo muito considerável no caminho de volta à normalidade e estou confiante de que seremos capazes de ir mais longe", disse Johnson em entrevista coletiva. "Estamos anunciando o maior passo em nosso roteiro e isso nos permitirá fazer muitas das coisas que ansiamos fazer há muito tempo."

Apesar disso, o premiê pediu cautela à população, afirmando que o distanciamento social deve continuar nos locais de trabalho, lojas e restaurantes. "Seja quem for que eu abraçar, posso garantir que será feito com cautela e moderação", afirmou. "Foi sendo prudentes e cautelosos que conseguimos fazer o progresso que fizemos", disse.

O coronavírus deixou mais de 127 mil mortos no Reino Unido, o país mais afetado da Europa. As taxas de infecção caíram para o nível mais baixo desde setembro, enquanto as hospitalizações também estão caindo, atingindo níveis baixos em algumas áreas, informou Downing Street.

Desde o lançamento da campanha de vacinação no início de dezembro, mais de 35 milhões de pessoas, ou dois terços da população do país, receberam a primeira inoculação da vacina contra a covid-19. A meta do governo é oferecer a primeira dose a todos os adultos até o final de julho. /REUTERS e AFP

 

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