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Boris Johnson vence primeira votação para suceder a May; 3 candidatos são eliminados

Político que foi um dos principais promotores do Brexit teve 114 dos 313 votos na primeira de uma série de disputas no Partido Conservador; estão fora das próximas rodadas Esther McVey, Mark Harper e Andrea Leadsom, que tiveram menos que 17 votos

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2019 | 10h16
Atualizado 14 de junho de 2019 | 11h00

LONDRES - O ex-ministro britânico de Relações Exteriores Boris Johnson venceu com ampla margem a primeira de uma série de votações dos deputados conservadores para escolher os nomes que serão apresentados aos filiados do partido como candidatos a líder e, consequentemente, primeiro-ministro do Reino Unido.

Johnson, um dos principais promotores do Brexit, obteve 114 dos 313 votos na primeira rodada de votação, que eliminou três dos dez candidatos. O segundo mais votado foi atual chanceler britânico, Jeremy Hunt, com 43 votos, seguido pelo secretário de Meio Ambiente, Michael Gove, com 37.

Depois da divulgação do resultado, Johnson, de 54 anos, publicou uma mensagem no Twitter agradecendo o apoio. "Obrigado aos meus amigos e colegas nos partidos Conservador e Unionista pelo seu apoio. Estou muito feliz por ganhar a primeira votação, mas ainda temos um longo caminho a percorrer."

O resultado superou até mesmo as expectativas da equipe de Johnson e praticamente garantiu seu nome como um dos dois candidatos que serão apresentados para os mais de 160 mil membros do Partido Conservador.

Os três candidatos eliminados já nessa primeira votação foram Esther McVey, Mark Harper e Andrea Leadsom, que não conseguiram obter mais de 17 votos, mínimo necessário para avançar à próxima rodada.

Além de Johnson, Hunt e Gove, quatro outros candidatos permanecem na corrida: o ex-secretário do Brexit Dominic Raab, o secretário do Interior Sajid Javid, o secretário de Saúde Matt Hancock e o secretário de Desenvolvimento Internacional Rory Stewart.

A segunda votação está marcada para a terça-feira, 18, seguida por novas disputas na quarta, 19, e na quinta, 20, até que restem apenas dois candidatos para suceder Theresa May.

A disputa pela liderança dos tories e pelo cargo de premiê britânico está dominada pela questão da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), com todos os competidores prometendo ter sucesso nessa questão em que May falhou. O divórcio entre o país e o bloco deveria ter ocorrido em 29 de março, mas foi adiado para 31 de outubro devido ao impasse político em Londres.

Johnson prometeu na quarta-feira que, como primeiro-ministro, concluirá o Brexit, seja renegociando o acordo rejeitado pelo Parlamento britânico ou deixando a UE em 31 de outubro sem um acordo.

Líderes da UE estão convencidos de que o texto não será alterado, e economistas alertam que uma saída sem acordo causaria um caos econômico para o Reino Unido. / AP, AFP e REUTERS

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