Bornéu: autoridades visitam área de conflito

O governo da Indonésia, representado pela vice-presidente Megawati Sukarnoputr, pelo presidente da Assembléia Nacional, Akbar Tandjung, e de outros membros das Forças Armadas, iniciam hoje uma visita à parte indonésia da Ilha de Bornéu, atingida pela violência étnica entre os ?dayaks?, nativos da região, e os imigrantes da Ilha de Madura, que foram para lá na campanha de migração lançada nos anos 60 durante a ditadura Suharto. Desde o dia 18, a violência étnica na região já matou mais de 400 pessoas e deixou cerca de 40 mil refugiados. O governo estuda a possibilidade de declarar estado de emergência na região.Os primeiros locais a serem visitados serão os acampamentos de refugiados em Sampit, na Província de Kalimantan Central, onde aconteceram as maiores matanças de colonos por parte dos ?dayak?, conhecidos como ?caçadores de cabeças?. Milhares de refugiados, imigrantes originários da ilha de Madura, estão instalados nos prédios públicos de Sampit, de onde são evacuados de barco para a ilha de Java.Na última segunda-feira, um batalhão de elite de 650 soldados foi enviado para a região para tentar conter a onda de violência.

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