Bósnia-Herzegovina realiza eleições gerais neste domingo

Mais de 2,755 milhões cidadãos podem votar neste domingo nas eleições gerais da Bósnia-Herzegovina, república federal dos Balcãs resultante da dissolução da Iugoslávia, onze anos após o fim do pior conflito bélico na Europa do pós-guerra. As eleições são especialmente importantes porque os políticos escolhidos serão os primeiros desde 1995 a liderar o país sem o apoio direto do exterior. O escritório do Alto Representante da Comunidade Internacional, com poderes especiais, deve encerrar sua atividades em junho de 2007 eserá substituído por um representante da União Européia (UE), que não terá as mesmas funções extraordinárias. Os 4.300 colégios eleitorais foram abertos às 07h (02h em Brasília) e a votação será encerrada às 19h (14h em Brasília). Cerca de 4.700 observadores de 14 organizações internacionaissupervisionarão as eleições, organizados e financiados totalmente pelas autoridades locais. A curta campanha eleitoral, de apenas um mês, foi marcada pela retórica nacionalista dos principais candidatos, que lutam para ocupar os 14Parlamentos do país, assim como a Presidência tripartida do Estado central. Enquanto os bósnios sérvios reivindicam a soberania de seu território autônomo, os bósnios muçulmanos defendem a completa abolição das entidades, e os bósnios croatas desejam separar-se dos islâmicos na entidade autônoma que compartilham. No total, concorrem 48 partidos e 13 candidatos independentes, entre os quais serão eleitos os três membros da Presidência da Bósnia (um muçulmano, um sérvio e um croata), além do presidente e dos dois vice-presidentes do território autônomo sérvio. Além disso, serão eleitos os deputados do Parlamento central e das Câmaras de ambos os territórios, o sérvio e o comum demuçulmanos e croatas, assim como dos dez cantões da parte repartida.

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