Elvis Barukcic / AFP
Elvis Barukcic / AFP

Bósnios lembram 25 anos do genocídio de Srebrenica que matou 8 mil muçulmanos

Nove vítimas recém-identificadas foram enterradas em um cemitério da cidade, onde lápides brancas marcam os túmulos de 6.643 outras vítimas

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2020 | 15h37

Os bósnios realizaram um ato neste sábado, 11, para lembrar o massacre de cerca de 8 mil muçulmanos, incluindo crianças, em Srebrenica, na data que marca o 25º aniversário dos assassinatos que chocaram o mundo. As mortes são classificadas como o único registro de um genocídio na Europa desde a 2.ª Guerra.

Nove vítimas recém-identificadas foram enterradas em um cemitério em forma de flor perto da cidade, onde altas lápides brancas marcam os túmulos de 6.643 outras vítimas.

“Após 25 anos, conseguimos encontrar os restos mortais dele, para que possa descansar”, disse Fikret Pezic, que enterrou seu pai Hasan.

Os restos mortais de cerca de mil vítimas do massacre na cidade durante a guerra da Bósnia entre 1992 e 1995 ainda estão desaparecidos.

Ifeta Hasanovic decidiu enterrar restos incompletos de seu marido, dizendo que "não queria atrasar ainda mais" o enterro dele.

Líderes mundiais acompanharam a cerimônia por link de vídeo, não podendo comparecer por causa da epidemia de coronavírus. Em vez das dezenas de milhares de visitantes que normalmente participam da celebração todos os anos, apenas alguns milhares estiveram presentes depois que os organizadores proibiram as visitas organizadas.

Durante a guerra da Bósnia, forças sérvias da no país expulsaram não sérvios dos territórios que eles buscavam. Muçulmanos fugitivos se abrigaram em várias cidades do leste, incluindo Srebrenica, que foram designadas como “zonas seguras” da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em 11 de julho de 1995, as forças sérvias comandadas pelo general Ratko Mladic invadiram Srebrenica, que era protegida por tropas holandesas pouco armadas.

Eles mandaram mulheres (adultas e crianças) e capturaram e executaram os homens e meninos.  Os corpos foram despejados em valas comuns e posteriormente exumados pelos investigadores da ONU e usados ​​como prova em julgamentos de crimes de guerra de líderes sérvios da Bósnia. /REUTERS

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