Botnia decide suspender por 90 dias obras em fábrica de celulose

A empresa finlandesa Botnia anunciou hoje que suspenderá por 90 dias a construção da fábrica de celulose no Uruguai de forma a "contribuir para a abertura de um espaço de diálogo" entre esse país e Argentina. "O Governo uruguaio informou que durante esse período os dois países analisarão o impacto ambiental que tais obras efetivamente terão na região", indica um comunicado da empresa divulgado hoje em Montevidéu. "No fim de tal prazo, a empresa fornecerá toda a informação que seja necessária para elucidar as dúvidas que possam existir a respeito e garantir as corretas condições de operação e controle das instalações", acrescenta a Botnia no comunicado. A Botnia e a empresa espanhola Ence estão construindo duas fábricas de celulose em Frey Bentos, 340 quilômetros ao noroeste de Montevidéu, o que provocou uma controvérsia com a Argentina supostamente devido ao impacto ambiental que as obras podem acarretar à região. As fábricas de celulose gerarão um investimento conjunto de US$ 1,8 bilhão, o maior da história do Uruguai. Os presidentes do Uruguai, Tabaré Vázquez, e da Argentina, Néstor Kirchner, marcaram uma reunião para a próxima quarta-feira na Residência Presidencial de Colônia, 177 quilômetros a oeste de Montevidéu, para discutir o tema. O Uruguai impôs como condição para a reunião a suspensão dos bloqueios, na Argentina, ao tráfico comercial entre os dois países, que já ocorrem há mais de dois meses, enquanto Buenos Aires condicionou o fim dos entraves à paralisação das obras da Botnia. Como as duas condições se cumpriram, a reunião presidencial bilateral finalmente se torna possível.

Agencia Estado,

27 Março 2006 | 00h48

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