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Monirul Bhuiyan/AP
Monirul Bhuiyan/AP

Botsuana anuncia descoberta do terceiro maior diamante do mundo

Ministro da Mineração disse que descoberta não poderia ter acontecido em melhor hora depois que a pandemia de covid-19 atingiu as vendas de diamantes em 2020

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2021 | 20h39

GABORONE - A empresa Debswana, produtora de diamantes em Botsuana, anunciou nesta quarta-feira, 16, a descoberta de um diamante de 1.098 quilates, o terceiro maior do tipo já encontrado no mundo. 

A pedra, encontrada em 1º de junho, foi exibida ao presidente do país, Mokgweetsi Masisi, na capital, Gaborone. Lynette Armstrong, diretora da Debswana, afirmou que o diamante é considerado o terceiro maior do mundo. A Debswana é controlada em conjunto pelo Estado e pela empresa sul-africana De Beers.

O maior diamante conhecido do mundo é o Cullinan, de mais de 3.100 quilates, encontrado na África do Sul em 1905. O segundo, de 1.109 quilates, foi encontrado em 2015 na mina de Karowe, nordeste de Botsuana, maior produtor africano de diamantes.

"Este é o maior diamante a ser recuperado pela Debswana em sua história de mais de 50 anos em operação. Ainda estamos nos decidindo se vamos vendê-lo pelo canal De Beers ou pela estatal Okavango Diamond Company", disse Armstrong.

O ministro da Mineração, Lefoko Moagi, disse que a descoberta da pedra, que ainda precisa ganhar um nome, não poderia ter acontecido em melhor hora depois que a pandemia de covid-19 atingiu as vendas de diamantes em 2020. O governo recebe até 80% da receita das vendas de Debswana por meio de dividendos, royalties e impostos. 

A produção em Debswana teve uma queda 29% em 2020 com relação ao ano anterior, estagnando em 16,6 milhões de quilates, enquanto as vendas caíram 30%, ficando em US$ 2,1 bilhões, com o impacto da pandemia tanto na produção quanto na demanda.

Em 2021, Debswana planeja aumentar a produção em até 38% em comparação aos níveis pré-pandêmicos de 23 milhões de quilates, conforme o mercado global de diamantes se recupera com a redução das restrições de viagens e reabertura de joalherias./AFP e Reuters  

 

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