Bové pode ser condenado a cinco anos na França

O líder dos agricultores da Confederação Componesa da França, José Bové, compareceu nesta quinta-feira ao Tribunal Correcional de Montpellier. Ele, outros dois colegas de seu sindicato e 30 militantes estão sendo acusados da destruição, no dia 5 de junho de 1999, de plantas de arroz transgênico que se encontravam em fase de testes numa estufa do Cirad, o Centro de Cooperação Internacional de Pesquisa Econômica para o Desenvolvimento.Segundo o diretor desse organismo público, Bernard Bachelier, além dos prejuízos financeiros estimados em 4 milhões de francos, a operação comandada por José Bové destruiu também oito anos de trabalho dos pesquisadores.José Bové corre o risco de ser condenado a 5 anos de reclusão. Isso porque ele é reincidente, já tendo sido condenado anteriormente a oito anos de prisão com sursis por ter participado, em 1998, da destruição de uma plantação de milho transgênico, na região do Lot-Garonne.Na próxima semana ele deverá voltar ao tribunal de Montpellier para responder a outro processo pela retenção, durante algumas horas, de funcionários do Ministério da Agricultura, em Rodez, no interior francês. A maratona judiciária do dirigente do segundo sindicato agrícola da França vai prosseguir durante todo o mês de fevereiro, pois nos próximos dias será julgado também o recurso apresentado por sua defesa, após sua condenação pela destruição de uma filial do restaurante McDonalds, em Millau, na Ardéche.

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