BP compra termos sobre vazamento no Google e Yahoo!

A British Petroleum (BP) confirmou hoje a compra de termos de busca em inglês nos sites de pesquisa Google e Yahoo! relacionados ao vazamento de petróleo no Golfo do México. De acordo com a petrolífera britânica, o objetivo da ação é aumentar a exposição de seus esforços para conter um derramamento iniciado em abril e que, com o passar das semanas, tornou-se o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

RICARDO GOZZI, Agência Estado

10 de junho de 2010 | 16h35

Já os críticos afirmam que a verdadeira intenção da BP é dificultar o acesso a notícias negativas sobre o tema, quando os resultados de busca aparecerem na tela do internauta. A BP não revelou quanto pagou pela compra de palavras em inglês relacionadas ao vazamento de petróleo nos mecanismos de busca Google e Yahoo!. Com a compra, quando o internauta pesquisa, por exemplo, "BP oil spill" (termos em inglês para "BP vazamento de petróleo"), os primeiros resultados disponíveis na tela o direcionam a páginas da companhia.

A BP tem sido alvo de críticas públicas de autoridades dos Estados Unidos. O próprio presidente norte-americano, Barack Obama, criticou a petrolífera por gastar dezenas de milhões de dólares em publicidade e ações de marketing para limitar os danos a sua imagem.

Obama e Cameron

No próximo fim de semana, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, deve discutir o vazamento de petróleo da BP com o presidente Barack Obama. Os dois líderes devem falar por telefone, no momento em que cresce em Londres o temor sobre os ataques do governo norte-americano à companhia britânica.

Em seus primeiros comentários sobre o tema, Cameron disse entender a "frustração" da administração Obama no caso. "Eu entendo a frustração do governo dos EUA, porque essa é uma catástrofe para o meio ambiente", disse Cameron, durante visita ao Afeganistão. "Obviamente, todos querem que tudo seja feito como deve ser. Claro que isso é algo que tratarei com o presidente americano."

A conversa por telefone será a primeira desde que Obama telefonou para Cameron para cumprimentá-lo em 11 de maio, dia da posse do britânico no cargo. Funcionários do Reino Unido rechaçaram, no entanto, que o telefonema seja uma espécie de diálogo sobre a crise. Um funcionário do governo Cameron, pedindo anonimato, notou que esta não era uma divergência entre os dois governos, mas entre "um conglomerado privado e o governo dos EUA". A BP era a maior companhia do Reino Unido em valor de mercado até o vazamento, que derrubou o preço de suas ações. Nos últimos dias, o governo Obama subiu o tom das críticas à empresa. As informações são da Dow Jones.

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