BP fecha vazamento em poço permanentemente

Uma tampa de cimento fechou permanentemente o poço da BP localizado a quatro quilômetros abaixo do mar no Golfo do México, cinco meses depois que uma explosão afundou a sonda perfuradora e criou o pior caso de vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos. "O poço da BP está definitivamente morto", afirmou o almirante Thad Allen, funcionário do governo federal que acompanha o desastre. Segundo ele, o Escritório de Regulação da Administração de Energia Oceânica confirmou que a operação de selagem do vazamento com cimento foi terminada com sucesso. "Algumas medidas regulatórias ainda serão tomadas mas agora nós podemos dizer que o poço de Macondo não constitui mais ameaça para o Golfo do México", disse ele.

AE-AP, Agência Estado

19 de setembro de 2010 | 13h56

O vazamento foi contido em meados de julho depois que uma tampa temporária foi colocada com sucesso sobre o poço. Lama e cimento foram colocados sobre o polo mais tarde, permitindo a retirada da tampa. Mas o polo não poderia ser declarado como morto até que um poço de alívio fosse perfurado para que o poço rompido fosse selado desde o fundo, assegurando que ele nunca cause problemas novamente. O poço de alívio alcançou o poço rompido na quinta e na sexta os operários já estavam injetando cimento. A explosão de 20 de abril matou 11 trabalhadores e 780 milhões de litros de petróleo foram espalhados no Golfo do México.

O desastre provocou um pesadelo ambiental e econômico para as pessoas que vivem, trabalham e se divertem nas centenas de quilômetros das costas do Golfo, da Flórida até o Texas. Ele também provocou investigações civis e criminais, e custou o cargo para o presidente da BP, Tony Hayward, além de trazer maior fiscalização do governo para a indústria de petróleo e gás dos Estados Unidos.

Os residentes do Golfo ainda sentirão a dor nos próximos anos. Ainda há muito petróleo na água, que continua chegando até a costa. Muitas pessoas estão lutando para sobreviver à medida que as águas ainda estão com a pesca proibida. Aqueles para quem a pesca está permitida não conseguem vender seu produto em função da percepção que não é seguro comer frutos do mar. O turismo na região do Golfo também foi afetado pelo acidente.

A gigante BP também foi afetada pelo desastre. As ações da empresa britânica caíram de forma expressiva depois da explosão e se recuperaram ligeiramente desde então. Sua imagem como bom administrador ambiental foi manchada e seu compromisso com a segurança foi colocado à prova. Proprietários de postos de gasolina com a marca BP perderam vendas, com clientes protestando nas bombas de gasolina. Do lado financeiro, a BP já gastou mais de US$ 8 bilhões com a limpeza do petróleo e prometeu reservar mais US$ 20 bilhões para um fundo de compensação de vítimas. A companhia também deve enfrentar dezenas de bilhões de dólares em multas governamentais e custos legais das já centenas de processos abertos. A informação é da Associated Press.

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