BP inicia retirada de tubo no poço onde vazou petróleo

A British Petroleum (BP) informou que hoje deu início nesta manhã à remoção do tubo de perfuração que ajudou a interromper o vazamento de óleo do poço da plataforma Deepwater Horizon. Esta é a primeira tentativa depois que o grupo concluiu com sucesso um teste de pressão por 48 horas, no qual constatou que mesmo se a tampa de vedação e o dispositivo para prevenir explosão colocados no poço forem removidos, não haverá vazamento de óleo ou gás. A BP planeja retirar o tubo de 3.500 pés antes de substituir o equipamento usado para evitar explosões por um novo dispositivo.

AE, Agência Estado

21 de agosto de 2010 | 17h39

O almirante da reserva da Guarda Costeira Thad Allen, responsável por acompanhar o caso, ordenou que a BP apresente um plano para retirar a válvula que veda, controla e monitora os poços de gás e petróleo. Em carta divulgada hoje, Allen disse que a BP terá de mostrar ao governo americano até amanhã, dia 22, como planeja remover o tubo de vedação e o equipamento, além de deixar suficientemente intacto para os investigadores que tentam esclarecer a causa da explosão que matou 11 pessoas e provocou o maior vazamento de gás da história. Autoridades norte-americanas vão "tomar em custódia" todos os equipamentos, informou Allen.

A substituição da válvula é necessária, segundo os oficiais, porque há temores de que a operação designada para acabar com o vazamento no poço possa colocar em risco a camada de cimento usada para conter o problema desde o início de agosto. A operação prevê a injeção de lama e cimento na área entre o tubo de perfuração e a formação rochosa, mas se a pressão no local aumentar muito rapidamente poderá empurrar o petróleo controlado por esta mistura até o topo do poço novamente.

Depois de remover a válvula, a companhia introduzirá novo tubo que cruzará com área danificada próximo da base do poço. A partir deste ponto, serão injetados lama e cimento, que devem acabar oficialmente com o problema da plataforma Deepwater Horizon. Entretanto, as operações para limpar o Golfo do México e os impactos provocados pelo vazamento de mais de quatro milhões de barris no oceano devem durar meses. O fluxo do petróleo foi interrompido em meados de julho. As informações são da Dow Jones.

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