BP: novo vazamento atrasa teste para contenção do óleo

A British Petroleum (BP) teve de adiar pela segunda vez o teste de pressão que precisa realizar para saber se poderá conter o vazamento de petróleo no poço danificado no Golfo do México. A companhia, que conseguiu permissão para realizar o teste ontem, detectou um vazamento em uma linha de obstrução conectada ao sistema de prevenção de ruptura usado na operação. "Em preparação para o início do teste de integridade do poço, a válvula intermediária foi fechada e um vazamento foi detectado na linha de obstrução do conjunto de três válvulas. O problema foi isolado e será reparado antes do começo do teste", afirmou a empresa, em seu website.

LIGIA SANCHEZ, Agência Estado

15 de julho de 2010 | 12h37

O teste poderia começar hoje à tarde, mas problemas inesperados com outros equipamentos poderiam atrasar mais o procedimento, afirma o vice-presidente sênior da BP, Kent Wells. Um sistema de prevenção de ruptura consiste em um grande dispositivo com uma série de válvulas localizadas na parte de cima de um poço para que possa ser fechado por razões de segurança durante a exploração de petróleo.

O sistema de prevenção usado no poço danificado da BP contém elementos de três tipos de válvulas, duas das quais são capazes de fechar dutos de vários diâmetros enquanto a terceira fecha o próprio poço. A peça foi colocada sobre o poço na semana passada e pode determinar, dependendo dos testes, se a BP fechará totalmente o poço ou se poderá aumentar a quantidade de petróleo coletado.

O teste de pressão será crucial para determinar se a BP pode deter o vazamento nos próximos dias ou se o petróleo continuará a jorrar até que os poços de alívio sejam completados, dentro das próximas semanas. A empresa vai realizar os testes fechando gradualmente as válvulas conectadas à tampa do poço danificado. Se a pressão continuar alta durante o teste, a BP acredita que será capaz de conter totalmente o vazamento.

Mas se a pressão for muito baixa, indica que o buraco do poço está danificado e que o petróleo está vazando de outro lugar. Neste caso, a companhia poderá continuar a desviar o petróleo que está vazando para os navios na superfície, operação vulnerável a interferências climáticas. As informações são da Dow Jones.

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