BP tenta recolocar tampa sobre poço no Golfo do México

Engenheiros da British Petroleum (BP) trabalham hoje para recolocar uma tampa sobre o poço que está vazando óleo no Golfo do México após a companhia ter reportado bons resultados nas tentativas para combater o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos. As operações para conter o vazamento alcançaram uma fase crítica, uma vez que os engenheiros correram para aproveitar um período de tempo bom no meio da temporada de furacões no Atlântico e instalar um novo sistema com o potencial de capturar todo o petróleo que está sendo expelido.

AE, Agência Estado

12 de julho de 2010 | 10h17

A nova operação, que deverá levar de 4 a 7 dias para ser concluída, foi iniciada ao meio-dia do sábado, quando a tampa antiga e menos eficiente foi retirada do poço danificado por submarinos robóticos. "Nós estamos satisfeitos com o nosso progresso", afirmou o vice-presidente da BP, Kent Wells. "Nós planejamos cuidadosamente e estudamos todo o procedimento. Tentamos trabalhar como o máximo de erros que poderiam ocorrer."

A tampa antiga coletou 25 mil barris de petróleo em média por dia, mas estimativas sugerem que o volume poderá ser menor que a metade do total do vazamento. Segundo a BP, o novo sistema e a entrada em operação de uma terceira embarcação para armazenar o óleo, elevarão a capacidade de coleta para entre 60 mil e 80 mil barris por dia, o suficiente para conter todo o vazamento. "Nós capturaremos tudo em algum momento", afirmou Wells.

A Casa Branca também demonstrou otimismo. O conselheiro de alto escalão da Presidência, David Axelrod, concedeu entrevistas aos canais de televisão Fox News Sunday e ABC nas quais declarou que o governo dos Estados Unidos estava "razoavelmente confiante" de que todo o óleo poderá ser contido até o final de julho. "Temos todas as razões para acreditar que isso vai funcionar", disse Axelrod. "Achamos que há uma chance muito boa de que isto irá proporcionar o tipo de alívio que precisamos."

A BP anunciou que o custo de sua resposta ao vazamento alcançou US$ 3,5 bilhões. De acordo com a companhia, quase 105 mil pedidos de indenização foram submetidos e mais de 52 mil pagamentos foram feitos, totalizando cerca de US$ 165 milhões em 10 de julho. As informações são da Dow Jones.

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