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Brahimi diz ser improvável que reunião sobre a Síria ocorra em julho

Enviado especial da ONU pediu que EUA e Rússia ajudem a conter o conflito sírio, que dura mais de dois anos

O Estado de S. Paulo,

25 de junho de 2013 | 15h50

GENEBRA - O enviado especial da ONU para a questão da Síria, Lakhdar Brahimi, disse nesta terça-feira, 25, ser improvável que a conferência entre todos os envolvidos na guerra civil síria e a comunidade internacional ocorra em julho, como ele esperava, e pediu aos Estados Unidos e à Rússia que ajudassem a conter o conflito.

Brahimi falou com repórteres em Genebra, antes de conversas com autoridades americanas e russas. Ele disse esperar que as conversas fossem "construtivas", mas achava improvável que resolvessem todas as questões relacionadas à convocação de uma conferência sobre o futuro da Síria. "Francamente, duvido que a conferência aconteça em julho. A oposição tem seu próximo encontro em 4-5 de julho. Então, não acho que eles estarão prontos."

"Espero muito que os governos da região e as grandes potências - principalmente os EUA e a Rússia - ajam para conter essa situação, que está saindo do controle não apenas na Síria, mas também na região". Brahimi expressou uma grande preocupação com a erupção de violência no Líbano desde o início do conflito sírio, em 2011.

"Os eventos na cidade de Sidon, no Líbano, ontem (segunda-feira 24), onde mais de 50 pessoas foram mortas, são um grave lembrete a todos dos riscos do conflito na Síria atravessar fronteiras para os países vizinhos", disse.

Brahimi teve uma rodada prévia de conversas preparatórias para a reunião com autoridades russas e americanas em 5 de junho, depois das quais disse ter esperança de que a conferência proposta sobre a Síria acontecesse em julho. / REUTERS

 
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