Brasil aceita convite para ser observador nas eleições

O governo brasileiro aceitou o convite do Zimbábue para participar como observador internacional nas eleições gerais de sábado. De acordo com o Itamaraty, o deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) e o embaixador brasileiro no Zimbábue, Raul de Taunay, serão os representantes do País. Pannunzio embarcou ontem à noite e deve chegar hoje à capital Harare."Vamos acompanhar a votação em três ou quatro mesas eleitorais no centro de Harare", disse Taunay ao Estado, por telefone. O embaixador disse que a decisão de observar o trabalho na capital foi baseada no fato de que é lá que vota a maioria dos eleitores pró-oposição e por isso a possibilidade de ocorrer fraudes é maior.O diplomata, que afirmou ser tranqüila a situação em Harare no momento, adiantou que, caso ele ou o deputado presenciem alguma irregularidade, fará um relatório que será enviado ao Itamaraty e à comissão eleitoral zimbabuana, formada por representantes dos partidos, parlamentares e juízes. Taunay ressalta, porém, que seu papel e o do deputado não é "julgar nem desacreditar o governo ou a comissão eleitoral". "Fomos convidados porque o Brasil está numa lista de países que o Zimbábue considera imparciais e neutros."Venezuela, China, Irã e a maioria dos países africanos também foram convidados. Os países europeus (com exceção da Rússia), os EUA e outras nações que criticam o governo do presidente Robert Mugabe ficaram de fora da lista.

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