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Brasil ajudará no resgate de seis reféns das Farc

O Brasil deve fornecer "meios logísticos" para que seis reféns políticos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) possam ser resgatados pela Cruz Vermelha. Em dezembro, as Farc prometeram libertar o ex-governador de Meta Alan Jara, o ex-deputado de Valle del Cauca Sigifredo López e mais três policiais e um militar. Ontem, o embaixador brasileiro na Colômbia, Valdemar Carneiro Leão Neto, anunciou que o Brasil apoiará a operação de resgate desses reféns na selva colombiana. "Vamos contribuir com os meios logísticos, mas a operação estará sob a responsabilidade da Cruz Vermelha", disse o diplomata, numa entrevista coletiva na Casa de Nariño, a sede do Executivo em Bogotá, após garantir que o Brasil só aceitou participar da operação porque recebeu o aval do governo colombiano. "Sempre manifestamos nosso interesse em ajudar", completou. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) confirmou que foi sua a iniciativa de pedir ajuda ao Brasil. "Está sendo negociado o envio de helicópteros para resgatar reféns em talvez dois ou até três pontos do território colombiano", disse ao Estado Yves Heller, porta-voz da CICV na Colômbia. "Mas não podemos dar mais detalhes sobre as operações porque isso poderia comprometer seus resultados." No início do ano passado, as Farc entregaram seis reféns para o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Em dezembro, a ex-refém das Farc Ingrid Betancourt esteve no Brasil para pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoio para uma campanha regional para apressar a libertação dos colombianos que ainda estão em mãos da guerrilha. "Agradeço a Lula não só pelo que ele fez no passado, mas também pelo que vai fazer no futuro", afirmou Ingrid na ocasião.

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