Brasil, Alemanha, Índia e Japão pedem reforma da ONU

Quatro países que pretendem ter vagas permanentes no Conselho de Segurança da ONU emitiram um comunicado conjunto no qual se comprometem a trabalhar juntos pela reforma da ONU e em seu colegiado mais poderoso. O texto foi divulgado depois de uma reunião de que participaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Joschka Fischer, e os primeiros-ministros da Índia, Manmohan Singh, e do Japão, Junichiro Koizumi. "O Conselho de Segurança precisa refletir as realidades da comunidade internacional no século 21", diz o documento. O Conselho de Segurança tem cinco membros permanentes, com direito a veto (EUA, Rússia, China, Reino Unido e França); os outros 10 integrantes são rotativos, por períodos de dois anos, e não têm direito a veto. O comunicado diz que o número de países-membros da ONU quadruplicou desde a fundação da organização, ao fim da Segunda Guerra Mundial. "O Conselho de Segurança, portanto, precisa ser expandido tanto na categoria permanente como na não-permanente, incluindo países desenvolvidos e em desenvolvimento como novos membros permanentes. Ele precisa ser representativo, legítimo e eficiente", diz o comunicado. Nenhum país da África estava representado entre os autores do comunicado porque os líderes daquele continente ainda estão debatendo qual país deveria obter vaga no Conselho, no caso de uma ampliação.

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