Brasil aperta vigilância sobre movimentações de terroristas

O presidente interino José Alencar assinou nesta quarta-feira decreto que determina que todas as autoridades brasileiras mantenham a vigilância sobre a possibilidade de movimentação financeira no País por parte da rede extremista Al-Qaeda, de seu líder Osama bin Laden e da milícia fundamentalista islâmica Taleban. Com isso, o governo do Brasil reforça as recomendações contidas na Resolução 1.526, adotada pelo Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) em 30 de janeiro de 2004. De acordo com as recomendações do Conselho de Segurança, os países-membros da ONU têm de combater todo membro do Taleban e da Al-Qaeda e quaisquer pessoas, grupos, empresas ou entidades a eles associados que tenham participado do financiamento, planejamento, facilitação e preparo ou execução de atos terrorista ou os apoiado. Também cabe aos Estados-membros da ONU a implementação de medidas de combate ao extremismo. Como o Brasil é signatário de tratados antiterror, "todas as suas autoridades têm a obrigação de se manterem vigilantes quanto às ameaças à paz internacional, à segurança e aos atos terroristas", lembra o decreto assinado por José Alencar. Num anexo do decreto, Alencar reafirma que o Brasil condena a rede Al-Qaeda e outros grupos extremistas que têm causado a morte de civis inocentes, além de destruir bens e provocar grande desestabilização.

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