Brasil apóia resolução da ONU sobre o Sudão

O Brasil apoiou publicamente a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que impôs o embargo ao comércio internacional de armas destinadas à região de Darfur, no Sudão, e sanções às milícias "janjaweed", de origem muçulmana, acusadas da morte de cerca de 30 mil pessoas. Apesar da reação do governo sudanês, que chegou a qualificar a decisão como uma "declaração de guerra", o governo brasileiro a considerou como uma medida destinada a garantir a paz e a segurança e a aliviar o sofrimento das populações afetadas."O governo brasileiro continuará seguindo com toda atenção a evolução da situação em Darfur e em todo o Sudão, onde outros conflitos internos comprometem o processo de paz e desenvolvimento não só no próprio país, mas na sub-região da África Oriental", avisou, por meio de nota divulgada pelo Itamaraty.O governo destacou ainda, como pontos positivos da resolução 1556, a identificação da União Africana - bloco econômico composto por 51 países do continente - como principal mediador do processo de paz e a emissão de um apelo para que a comunidade internacional amplie suas doações e ajuda humanitária ao Sudão.O texto menciona ainda que o Brasil, como membro não-permanente do Conselho de Segurança, atuou "de modo a conciliar as posições diversas" durante as negociações em torno da resolução. No último dia 30, ao ser votada, a medida obteve 13 votos a favor - inclusive de todos os países africanos atualmente com assento no Conselho, que são a Argélia, Angola e Benin - e duas abstenções.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.