Brasil, Argentina e Paraguai negam terrorismo na fronteira

Brasil, Argentina e Paraguai garantiram nesta quarta-feira que não foram detectadas atividades de terroristas na área da tríplice fronteira. A Chancelaria argentina divulgou uma declaração conjunta sobre as conclusões da Reunião Plenária do Mecanismo "3+1" sobre a segurança na tríplice fronteira, realizada na segunda e terça-feira em Buenos Aires.O conteúdo da declaração foi divulgado depois de o governo dos Estados Unidos incluir na sua lista de colaboradores com o terrorismo nove pessoas e duas empresas da região que supostamente canalizam fundos para a guerrilha libanesa Hezbollah.As nove pessoas e duas empresas (um centro comercial e uma companhia eletrônica paraguaia) foram proibidas de desenvolver operações comerciais ou financeiras com pessoas ou entidades dos EUA. As ações também incluem o congelamento de todas as suas contas bancárias e outros ativos nos EUA."De acordo com a informação disponível, não foram detectadas atividades de terrorismo na área da fronteira", diz a declaração.O texto acrescenta que em caso "de qualquer atividade que possa contribuir diretamente ou indiretamente para atos terroristas, inclusive o financiamento do terrorismo", os três países usarão "rapidamente a informação para impedir eventuais delitos".Segundo a declaração, a informação apresentada pelos EUA "não traz novos elementos que permitam afirmar a existência de atividades terroristas na região".Adam Zsubim, diretor do Escritório para o Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA, afirmou que as pessoas e empresas incluídas na relação arrecadavam fundos para a rede de Assad Ahmad Barakat, que funciona na área da fronteira.A organização de Barakat é uma das maiores financiadoras externas do Hezbollah, segundo Zsubim. "A ação de hoje (quinta-feira) tem o objetivo de desarticular essa rede financeira", disse.

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