Brasil atua para facilitar diálogo entre Washington e Havana

Intermediária extraoficial da aproximação entre Havana e Washington, a equipe diplomática do presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera que o presidente dos EUA, Barack Obama, concretize a prometida "guinada" na relação de seu país com Cuba.

DENISE CHRISPIM MARIN, Agencia Estado

19 de abril de 2009 | 08h35

Em oportunidades bem aproveitadas na 5ª Cúpula das Américas, que termina hoje em Trinidad e Tobago, Lula e o chanceler brasileiro, Celso Amorim, deixaram claro ao líder americano e à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, que é preciso partir para o "diálogo aberto e direto".

Lula conversou com Obama nos minutos que antecederam a cerimônia de abertura da cúpula, na sexta-feira, quando todos os líderes aguardavam numa sala de espera. Amparados por um tradutor, ambos puderam falar tranquilamente sobre o tema sem a presença de ministros e assessores. Quase ao mesmo tempo, no salão oficial, Hillary sentou-se ao lado de Amorim.

"Dei a ela a minha opinião de que, mais importante do que fazer gestos e cobrar gestos, neste momento é preciso partir para o diálogo aberto e direito", disse Amorim ao Estado. O ambiente favorável à retomada do diálogo entre EUA e Cuba foi construído nos cinco dias que antecederam a cúpula - apesar de o tema, oficialmente, não fazer parte da pauta.

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