Brasil avalia situação na fronteira com a Colômbia

O ministro da Defesa, Geraldo Quintão, e o comandante do Exército, general Gleuber Vieira, se reúnem nesta terça-feira para avaliar a situação na Colômbia e suas conseqüências e o rompimento das negociações do processo de paz entre guerrilheiros e governo colombiano.Apesar de considerar "impossível a invasão da guerrilha ao Brasil", o ministro Quintão defendeu a necessidade de manutenção dos pelotões de fronteira, da continuação do programa Calha Norte ? que prevê a construção de novos quartéis na região - e do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam).Na opinião do ministro, não há necessidade de reforço das tropas da fronteira do Brasil com a Colômbia. "O que nós dispomos é o suficiente", comentou o ministro, ao esclarecer que o Exército dispõe ainda de tropas de pronto emprego ? que podem ser deslocadas imediatamente do Rio de Janeiro e de São Paulo para a Amazônia ? que dependem apenas de aviões da Força Aérea Brasileira para transportá-las. Por isso, na opinião do ministro, é importante dispor de recursos para esse tipo de deslocamento, que tem de ser feito, se necessário, sem aviso prévio.Ainda nesta segunda, um avião Hércules C-130 da FAB deixou o Rio em direção a Manaus para ficar à disposição do Exército, caso haja necessidade de transporte de pessoal para a fronteira com a Colômbia. Mas o ministro Quintão acha que os guerrilheiros não virão em direção ao Brasil e que certamente se deslocarão para o norte da Colômbia. Os militares dizem que até hoje nenhum guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foi encontrado no Brasil, e o caso do menino de 12 anos que foi encontrado pela Polícia Federal na semana passada, no rio Japurá, transportando armamento, é isolado. O governo brasileiro continua muito preocupado com o rompimento das negociações de paz na Colômbia, mas entende que as nossas fronteiras estão bem guardadas e não há muito o que fazer. Apesar de não haver reforço de pessoal nos pelotões de fronteira, houve reforço de atenção. Os rádios de comunicações, que tinham um horário definido para funcionar, a fim de economizar bateria, por exemplo, estão ligados 24 horas. Da mesma forma, todas os postos de observação estão com atenção redobrada e reforçaram o número de pessoas nas patrulhas de rotina.Ao mesmo tempo, os centros de inteligência do Ministério da Defesa, da Agência Brasileira de Inteligência, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e da Polícia Federal continuam alimentando o governo brasileiro com informações sobre a movimentação das tropas revolucionárias.

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