Brasil busca declaração vaga

A cúpula entre países árabes e sul-americanos que ocorre hoje em Doha pode forçar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a caminhar em uma tênue linha entre o constrangimento e a necessidade de tomar posições sobre alguns dos principais conflitos internacionais. O Sudão disse que quer o apoio dos sul-americanos para seu presidente, Omar al-Bashir, indiciado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e contra humanidade cometidos em Darfur. Alguns países sul-americanos, como a Venezuela, estariam dispostos a sair em defesa do Sudão. Mas o Brasil insiste em manter um texto final da declaração vago. Até a noite de ontem, a declaração final, que será divulgada hoje, apenas pedia que a crise no Sudão tenha um solução negociada, manifestando apoio ao processo de paz. Para Cartum, a declaração não é perfeita, mas indica um respaldo. Lula, que chegou ontem a Doha, terá uma reunião bilateral com o líder líbio, Muamar Kadafi. Ontem, durante reunião da Liga Árabe, Kadafi discutiu com o rei Abdalá, da Arábia Saudita, e se proclamou líder dos árabes.

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