Brasil busca ''soluções pragmáticas'', diz Amorim

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou ontem que o País está procurando "soluções pragmáticas, respeitando o clima de desconfiança" entre Brasil e Equador, para evitar a expulsão da Petrobrás do país. Segundo Amorim, existe "espírito de integração" entre os dois países. O ministro disse, porém, que ainda não abordou o caso com o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, nem com o governo equatoriano. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que a Petrobrás está recebendo "assistência plena" do Itamaraty nas negociações. A Petrobrás já devolveu uma das concessões que tinha no Equador, o Bloco 31, onde, apesar de ter investido US$ 200 milhões, não iniciou a produção de petróleo. Enquanto o impasse com a Petrobrás e a construtora Norberto Odebrecht continua, a chancelaria brasileira trabalha para agendar e organizar uma visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Quito no início de 2009. O convite foi feito por Correa durante encontro com Lula em Manaus, no dia 30, sete dias depois da expulsão da Odebrecht do Equador. Segundo o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, Correa insistiu com Lula na visita. Logo depois, diante da imprensa, renovou as acusações à Odebrecht e informou que manterá, "em princípio", a expulsão da construtora.

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