Alan Santos/PR
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Brasil buscará parceria com países que contribuam para a Nação, diz Bolsonaro

Após plantar oliveira no Bosque das Nações, em Jerusalém - ato que mostra apoio a criação do Estado de Israel -, presidente brasileiro afirmou que a tecnologia israelense e as commodities brasileiras são complementares

Célia Froufe e Cristiano Dias, Enviados Especiais a Jerusalém

02 de abril de 2019 | 12h23
Atualizado 02 de abril de 2019 | 14h26

JERUSALÉM - A tecnologia israelense e as commodities brasileiras são complementares e podem ajudar os dois países, na avaliação do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. "Temos tudo para sermos maiores do que somos", disse, após plantar uma oliveira no Bosque das Nações, em Jerusalém - o ato é uma forma de apoio à criação do Estado de Israel. "É uma satisfação representar o Brasil na Terra Santa."

Bolsonaro disse também que ficou constrangido quando o último "governo de esquerda" não aceitou as credenciais do embaixador indicado por Israel, numa referência ao governo de Dilma Rousseff (PT) - em 2015, a então presidente rejeitou a indicação de Dani Dayan, um antigo líder de assentamentos judaicos na Cisjordânia, e o impasse só foi resolvido em 2017, já no governo de Michel Temer (MDB).

"Fiquei muito constrangido naquela época. Agora Deus me deu a graça de ser presidente. Essa missão nós a cumpriremos da melhor maneira possível", prometeu.

O presidente ainda falou que buscará um relacionamento com países que possam contribuir com o Brasil. "Para o bem do nosso povo, esse benefício não é só para o nosso povo. É também para o povo de outros países", considerou.

Bolsonaro foi questionado sobre se o escritório de negócios que abrirá em Jerusalém terá status diplomático. Apesar de o porta-voz da Presidência ter negado, jornais locais consideraram essa possibilidade. 

"A imprensa do mundo todo é bastante parecida", criticou o presidente brasileiro, acrescentando que um casamento precisa começar com um namoro e ter um noivado. "Estamos no caminho certo no meu entender."

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