Brasil, China e Índia negociam posição sobre clima

Representantes do Brasil, China, Índia e África do Sul se reuniram nos dois últimos dias em Pequim para definir uma posição conjunta a ser levada à Conferência do Clima de Copenhague, na qual reafirmaram a exigência de redução de 40% das emissões de gases-estufa dos países ricos até 2020 em relação ao patamar de 1990.

CLÁUDIA TREVISAN, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

29 Novembro 2009 | 09h35

"Com uma posição unificada, poderemos fazer o que os Estados Unidos fizeram em negociações internacionais recentes, que é o ?name and shame?, que significa identificar o culpado pelo eventual fracasso das negociações e atribuir responsabilidades", disse ontem o representante do Brasil no encontro, embaixador Marcelo Biato, da assessoria internacional da Presidência da República.

O encontro foi convocado às pressas pelo governo chinês na terça-feira. Além do objetivo de coordenar posições, reflete a preocupação de Pequim em não ser transformado em "bode expiatório'' de um eventual fiasco em Copenhague, avaliou Biato.

Os ministros do Meio Ambiente de China, Índia e África do Sul se encontraram anteontem com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que defendeu a necessidade de os países em desenvolvimento chegarem a Copenhague com uma posição única. Brasil e China já apresentaram propostas de reduzir ou controlar o aumento de suas emissões. A Índia revelou no encontro de Pequim que também apresentará um plano em Copenhague, o que deve aumentar o poder de pressão dos emergentes sobre os ricos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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