Brasil cobra retomada do diálogo na Venezuela

Brasil cobra retomada do diálogo na Venezuela

Em nota, Itamaraty afirma que continua "acompanhando com grande preocupação" a situação no país e demonstra incômodo com ações do governo Maduro

Lisandra Paraguassu, O Estado de S. Paulo

24 de fevereiro de 2015 | 18h28

BRASÍLIA – O governo brasileiro divulgou uma segunda nota sobre a situação da Venezuela, na tarde desta terça-feira, 24, cobrando a volta do diálogo entre governo e oposição no país. No texto, mais longo do que as costumeiras notas diplomáticas, o Itamaraty afirma que continua “acompanhando com grande preocupação” a situação na Venezuela e demonstra incômodo com as ações do governo de Nicolás Maduro, que mandou prender o prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, e invadir as sedes do Copei, um dos tradicionais partido de oposição, em 12 cidades. 


“São motivos de crescente atenção medidas tomadas nos últimos dias, que afetam diretamente partidos políticos e representantes democraticamente eleitos, assim como iniciativas tendentes a abreviar o mandato presidencial”, diz o texto.

Uma reunião do grupo de chanceleres da União de Nações Sul-americanas (Unasul) que fez a intermediação entre governo e oposição na Venezuela, no ano passado, pode acontecer em Montevidéu, no fim desta semana, durante a posse de Tabaré Vázquez. A intenção é preparar para um outro encontro, em Caracas, de intermediação com a oposição. No entanto, a Venezuela ainda não pediu a ação do grupo. No nota, o governo brasileiro cobra uma resposta e diz que considera “imperiosa” a retomada do diálogo. 

“Governo brasileiro insta os atores políticos venezuelanos, assim como as forças sociais que os apoiam, a absterem-se de quaisquer atos que possam criar dificuldades a esse almejado diálogo. A finalidade última é ajudar a Venezuela, no marco da sua Constituição, a desenvolver as condições para que o país possa retomar o seu desenvolvimento econômico e social em um clima de paz e concórdia”. 

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