Brasil condena abuso de força por Israel e defende Estado palestino

O Brasil condenou nesta terça-feira o "uso de força excessiva" pelos militares de Israel e insistiu na retirada imediata das forças israelenses dos territórios palestinos. Em nota divulgada pelo Itamaraty, o governo defendeu novamente a criação de um Estado palestino autônomo e deixou claro o apoio ao presidente Yasser Arafat.O governo enfatizou ainda que está disposto a participar de "todo e qualquer esforço internacional" recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por seu Conselho de Segurança em favor da paz no Oriente Médio.?O governo brasileiro considera que a Autoridade Palestina, sob a liderança do presidente Yasser Arafat, desempenha papel essencial e indispensável no processo de paz, sendo portanto inadmissível qualquer imposição de limitações à liberdade de movimento ao presidente Arafat", menciona a nota, em referência às restrições à movimentação do líder palestino, suspensas nesta segunda-feira por Israel.No texto, o governo defendeu a retomada do diálogo entre os dois lados para a criação de um Estado palestino "democrático, unido e economicamente viável" e o respeito ao Estado de Israel "soberano, livre e com fronteiras seguras".Mostrou-se ainda favorável à análise da proposta de paz apresentada pelo príncipe Abdullah, herdeiro do trono da Arábia Saudita, de reconhecimento do Estado de Israel pelas nações árabes, em troca da retirada das tropas israelenses dos territórios árabes ocupados desde 1967. A defesa da criação do Estado palestino vem sendo repetida pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em todos os foros internacionais de que tem participado.A mais enfática ocorreu na sessão de abertura da Assembléia Geral da ONU, em novembro do ano passado. Na nota, o governo ainda ressaltou que o aumento da violência na região ocupada pelas forças israelenses é "injustificável e deplorável". "O governo brasileiro sublinha a necessidade de respeito às normas de direito humanitário internacional e mais uma vez conclama as partes e os povos da região a dedicar todas as suas energias à consecução da paz, com justiça social para todos", diz o texto.

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