Brasil congela planos de reativar embaixada no Iraque

O temor de que o Iraque venha a se tornar o novo alvo militar americano levou o Brasil a congelar temporariamente os planos de reativar a embaixada em Bagdá. Duas semanas antes dos ataques de 11 de setembro, o Itamaraty havia comunicado a todas as representações brasileiras no exterior que após 10 anos, a diplomacia voltaria ao país de Saddam Hussein. O intuito principal seria dar mais apoio às empresas do Brasil que vêm intensificando o contato comercial com o Oriente Médio. Empresas do setor de alimentos - beneficiadas pelo programa das ONU de troca de comida por petróleo - são as mais interessadas na reaproximação com o país.Um alto funcionário do Itamaraty afirmou hoje à Agência Estado, sob a condição de anonimato, que o governo receia pôr em risco uma nova equipe diplomática ante a expectativa de eventuais bombardeios. Cerca de 15 funcionários, entre eles alguns locais, comporiam a equipe da embaixada. Segundo o funcionário do Itamaraty, representantes da Embaixada do Iraque têm pressionado o governo pelo reestabelecimento das relações entre os dois países. O prédio da Embaixada em Bagdá continua como propriedade do governo brasileiro e é guardada por um funcionário local, disse a fonte.

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