Brasil dará apoio logístico para libertação de reféns das Farc

Operação será coordenada pela Cruz Vermelha; seis pessoas serão libertadas.

Hernando Salazar, BBC

24 de janeiro de 2009 | 08h54

O governo brasileiro dará apoio logístico para que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) receba seis reféns que serão libertados pelo grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).A informação foi confirmada pelo embaixador do Brasil na Colômbia, Valdemar Carneiro, e por Carlos Ríos, do CICV.Carneiro disse que a responsabilidade da operação recai sobre o CICV e que a participação brasileira foi autorizada pelo governo colombiano.Segundo Ríos, "ainda não foram definidos os detalhes", que incluem o transporte para os reféns do local onde estão sendo mantidos e os tipos de aeronaves que apoiarão a missão humanitária."O Brasil foi considerado (para participar da operação) por sua proximidade geográfica e pelas facilidades logísticas que poderia oferecer ao processo", disse um comunicado do CICV.'Sem espetáculo'A libertação dos reféns foi anunciada no dia 21 de dezembro último. Ela deverá ocorrer em etapas e ainda não tem data marcada.O retorno de dois políticos - o ex-governador do Departamento (Estado) de Meta, Alan Jara, e o ex-deputado Sigifredo López - e quatro militares está levando mais tempo do que o previsto inicialmente.O governo do presidente Álvaro Uribe disse que não quer que a libertação se transforme em um espetáculo e só aceitou a participação do CICV e da senadora da oposição, Piedad Córdoba.Uribe havia autorizado também a participação de um delegado do Vaticano.Córdoba sugeriu ainda a possibilidade de que James McGovern, um deputado democrata americano, também se envolva no processo. Mas as autoridades colombianas disseram que nunca receberam um pedido oficial nesse sentido.Córdoba e o governo concordaram que os meios de comunicação não deverão estar presentes à entrega dos reféns pelos seqüestradores.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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