'Brasil defende interesses do País na Bolívia'

O Brasil possui acordos de cooperação no combate às drogas com Grã-Bretanha, EUA e todos os países da América do Sul. O trabalho, feito pela Polícia Federal em conjunto com as polícias desses países, inclui, principalmente, a troca de informações, mas também treinamento de pessoal e, eventualmente, ações conjuntas. Em nenhum dos casos, no entanto, a PF aceita a ideia de que o Brasil, de alguma forma, represente os interesses de outros países na região.

LISANDRA PARAGUASSU , BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2012 | 03h02

"O Brasil representa os seus próprios interesses, antes de qualquer coisa. Até porque a maior parte dessa droga que vem da Bolívia e do Peru fica no País", afirmou o diretor do Departamento de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF, Oslain Campos Santana. De acordo com o delegado, o trabalho com os britânicos e os americanos não é novo, vem desde a década de 70 e atende a preocupações de todos os países.

A maior parte da cocaína que vai para os EUA não passa pelo Brasil. Já a droga que chega à Europa sai preferencialmente da Bolívia e, em segundo lugar, do Peru. Estima-se que entre 60% a 80% dela ficam no Brasil.

No ano passado, o Brasil abriu um posto de adido da Polícia Federal em Londres, o que já existe em outros 12 países, com um delegado e um agente policial.

Com os países sul-americanos a cooperação é mais próxima e prática. Há capacitação de agentes e troca de informações, mas também há um trabalho de repressão nas fronteiras com a Bolívia, Peru e Colômbia, feito em conjunto com os países vizinhos. "Estamos preparando um acordo, via Itamaraty, para que possamos também fazer um monitoramento aéreo", explica Santana.

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