Brasil defende moratória a assentamentos em territórios palestinos

Amorim conclui junto a outros países que Israel deve estender congelamento de construções

LUCIANA XAVIER, Agência Estado

22 de setembro de 2010 | 20h25

O Brasil se reuniu nesta quarta-feira, 22, com representantes da África do Sul, Indonésia e Índia na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, para discutir, juntamente com a Palestina, a moratória aos assentamentos judaicos em territórios palestinos, que expira no próximo domingo, 26.

 

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O grupo, que se reúne pela primeira vez para discutir o tema, quer que Israel estenda a moratória até dezembro.

 

"Esperamos que Israel seja suficientemente responsável para estender essa moratória, de modo que permita que os esforços de paz iniciados agora pelos Estados Unidos, em nome da comunidade internacional e para um acordo de paz entre Israel e Palestina, tenham continuidade e gerem um resultado positivo", afirmou, após o encontro, o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Ryad Al-Malki.

O premiê disse esperar que "a liderança israelense estenda essa moratória para salvar o processo de paz". "Caso Israel se recuse a fazer isso, qualquer coisa que aconteça nos territórios palestinos, ou fora deles após o dia 26, será responsabilidade total de Israel", acrescentou.

O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, saiu rapidamente da reunião, sem comentar o que foi discutido.

 

O primeiro-ministro da Indonésia, Marty Natalegawa, diz acreditar que os esforços dos quatro países a favor da paz na Palestina possa ser uma influência positiva.

 

"O fórum que acabamos de reunir não tem o objetivo de substituir outros fóruns, especialmente o Quarteto", afirmou, referindo-se ao grupo formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia (UE) e ONU.

"Nossos quatro países fizeram esforços próprios para apoio à Palestina no processo de paz, saímos da reunião convencidos de que não há escassez de boa vontade para fazer o acordo, da parte da Palestina", disse Natalegawa. "Esperamos que isso seja recíproco da parte de Israel", acrescentou.

 

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