Brasil defende nova gestão de questão palestina

O Brasil busca a realização de uma nova conferência de paz para a questão palestina e pede que novos atores sejam incluídos no debate. "Uma nova conferência é importante e urgente", afirmou a embaixadora do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), Maria Nazareth Farani Azevedo. A ONU pediu ontem que Israel e a Autoridade Palestina investiguem os crimes cometidos na região.

AE, Agencia Estado

16 de outubro de 2009 | 07h44

O Itamaraty avalia que o Quarteto - grupo formado por Rússia, Estados Unidos, União Europeia e a ONU - não é capaz de chegar a um entendimento, e novos países, entre eles o Brasil, devem ser incorporados ao processo. Os palestinos já declararam que aceitam a entrada dos brasileiros na negociação.

No entanto, palestinos e países árabes resistiram ontem à proposta do País para amenizar uma resolução que será votada hoje no Conselho de Direitos Humanos da entidade - o texto denuncia crimes de guerra cometidos por Israel em Gaza.

O debate põe o Brasil numa posição delicada: politicamente, precisa votar ao lado dos palestinos e fortalecer o grupo mais moderado do presidente Mahmoud Abbas. Mas o Itamaraty não aceita levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU e ao Tribunal Penal Internacional, o que dificultaria o processo de paz.

O Estado obteve informações de que o Brasil votará a favor da resolução, mas terá de explicar o voto e se distanciar de alguns elementos do projeto. Maria Nazareth evitou declarar de que forma o País votaria, mas lembrou que o Brasil sempre votou com os palestinos.

O relatório sobre Gaza foi produzido pelo juiz sul-africano Richard Goldstone, que concluiu que Israel usou a força de forma desproporcional e atacou deliberadamente civis. O juiz também acusa grupos militares palestinos, como o Hamas, de atacar a população civil e disseminar o terror com o lançamento de foguetes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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