Brasil doa US$ 50 mil a programa alimentar da ONU

O governo brasileiro doou US$ 50 mil ao programa Compra para o Progresso (P4P, na sigla em inglês), integrante do Programa Alimentar Mundial da Organização das Nações Unidas (PAM), segundo matéria publicada no site da agência de notícias estatal chinesa Xinhua. A doação possibilitou a compra de alimentos de pequenos agricultores do Quênia, com o objetivo de estimular a agricultura no país através da conexão entre produtores e mercados.

DEISE VIEIRA, Agencia Estado

19 de maio de 2009 | 13h17

De acordo com a Xinhua, foram compradas 45 toneladas de arroz de produtores em Ahero, no distrito de Kisumu, no oeste do Quênia. Esta é a primeira compra dentro do programa P4P, lançado em setembro de 2008, mas devido à seca e aos preços elevados de alimentos, o PAM não havia conseguido comprar alimentos no Quênia.

"Garantir o direito a uma alimentação adequada tem sido a prioridade do Brasil desde o começo do governo do presidente Lula em 2003", afirmou Ana Maria Sampaio Fernandes, embaixadora do Brasil no Quênia. "A administração Lula está comprometida com esforços solidários para reduzir a fome e a desnutrição nos países em desenvolvimento, principalmente na África", disse ela, segundo a Xinhua.

"O P4P é um programa em que todos saem ganhando", declarou Burkard Oberle, um dos diretores do PAM. "Ajudamos os produtores locais. O arroz cultivado em Ahero será utilizado na operação do PAM para ajudar quenianos atingidos pela seca. O PAM quer agradecer o governo brasileiro pela doação generosa", disse ele, de acordo com a matéria da Xinhua.

A diferença agora é que, com o programa P4P, a instituição se compromete comprar os alimentos de produtores de baixa renda, que podem investir seus lucros para elevar a produção e aumentar a segurança alimentar. O novo foco do P4P é comprar produtos tolerantes à seca, como sorgo, e de culturas irrigadas, como arroz, entre outros produtos.

O arroz em Ahero é cultivado sob um programa de irrigação que fracassou na década de 1990, mas que foi revitalizado com a ajuda da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e outros parceiros. Segundo a Xinhua, o programa beneficia 550 pequenos produtores e uma comunidade de 20 mil pessoas, incluindo o sistema de produção, o processamento e a comercialização de arroz. O P4P tem duração prevista de cinco anos e recebe contribuições da Bill e Melinda Gates Foundation, Howard Buffet Foundation e governos. O objetivo global do programa é aumentar significativamente a renda de 350 mil pequenos produtores.

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