Mauricio Dueñas Castañeda / EFE
Mauricio Dueñas Castañeda / EFE

Brasil e Colômbia vão reforçar segurança na fronteira para combater crime organizado

Países vão criar uma comissão para desenvolver técnicas que permitam a troca de informações de inteligência militar

O Estado de S.Paulo

09 Maio 2017 | 23h15

BOGOTÁ - Os ministros de Defesa da Colômbia, Luis Carlos Villegas, e do Brasil, Raul Jungmann, anunciaram nesta terça-feira, 9, que vão fortalecer a segurança na fronteira entre os dois países a fim de enfrentar ameaças como o crime organizado.

A proposta é trocar informações de inteligência militar. Para que o intercâmbio seja possível, os países vão criar uma comissão conjunta, liderada pelo Exército brasileiro e pela Força Aérea Colombiana.

O grupo desenvolverá mecanismos técnicos que permitam que os dados produzidos pelos sistemas de satélites e de radar do Brasil sejam compatíveis com os equipamentos colombianos.

Luis Carlos Villegas garantiu que a polícia colombiana compartilhará informações sobre feminicídio e crime organizado em regiões comuns aos dois países.

“Temos uma necessidade de compartilhar dados sobre nossa fronteira que, apesar de ser, em sua maioria, mata fechada, tem uma permeabilidade que pode ser usada por diferentes ameaças de crime organizado ou organizações armadas”, disse Villegas.

O ministro Jungmann destacou que é preciso um trabalho de confiança e integração. “Para nós, o combate ao crime transnacional, ao tráfico, ao contrabando e a tudo que ameaça nossa sociedade tem de se dar em um âmbito de integração”, afirmou.

Colômbia e Brasil possuem uma fronteira de 1.100 quilômetros de extensão na região amazônica. Um estudo realizado pelo Ombudsman da Colômbia (Defensoria del Pueblo), em conjunto com o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, revelou que a fronteira entre os dois países passou a ser um espaço "propício" para que grupos criminosos possam operar sua "economia de guerra".

Além da comissão, uma experiência de missões brasileiras para a Antártida, atividades de desminagem e esforços para construir uma embarcação amazônica vão contribuir para o intercâmbio de informações científicas. / AFP e EFE

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