Brasil é eleito para Conselho de Direitos Humanos da ONU

Os outros representantes da América Latina serão Argentina e Venezuela; EUA e Alemanha também são escolhidos

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2012 | 02h06

A Assembleia-Geral da ONU aprovou ontem a entrada de Brasil, Venezuela e Argentina no Conselho de Direitos Humanos (CDH) - eles substituirão Cuba, México e Uruguai. Em votação direta e secreta, também foram eleitos outros 15 países: Alemanha, Coreia do Sul, Costa do Marfim, Emirados Árabes, Estônia, Etiópia, Gabão, Irlanda, Japão, Casaquistão, Quênia, Montenegro, Paquistão, Serra Leoa e EUA.

Na votação, realizada pelos 193 membros da Assembleia-Geral, o Brasil teve o respaldo de 184 países. A Venezuela foi eleita com o voto de 154 nações. A Argentina, de 176 - para ser eleito, é preciso 93 votos. O embaixador da Venezuela na ONU, Jorge Valero, agradeceu o "arrasador" apoio à revolução bolivariana contra o que definiu como uma campanha orquestrada por outros países para evitar a entrada de Caracas no CDH - muito criticado pela inoperância.

A embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, defendeu ontem o histórico do órgão. Ela citou iniciativas relacionadas à Síria como um exemplo positivo - embora tenha condenado o "excessivo foco anti-Israel". Os EUA boicotaram o conselho até 2009, mas, depois da posse de Barack Obama como presidente, Washington decidiu se candidatar a uma vaga para tentar reformá-lo.

Disputa. A ONG Human Rights Watch (HRW) lamentou a falta de disputa por vagas do conselho - na escolha de ontem, o único bloco regional em que houve disputa foi a Europa Ocidental. Nos demais, havia vagas para todos os países candidatos. "Chamar a votação de 'eleição' é dar crédito demais ao processo", disse Peggy Hicks, da HRW. Vários países onde há violações de direitos humanos já desistiram de participar do CDH em razão da pressão de ativistas e governos - isto ocorreu com o Sudão, este ano, e com a Síria, em 2011.

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